Estímulo prejudicial

Não estimular uma criança é crucial para seu desenvolvimento. O afeto, o amor, o aprendizado, a inteligência: Todos esses fatores são influenciados pelos pais. Ao estimular uma criança a não desistir do seu jogo, os pais transmitem a ideia de que nem tudo na vida é fácil e conquistado de primeira. Persistir passa a ser parte do processo e da conquista.

Do outro lado, estimular demasiadamente e expor a criança a uma rotina de afazeres: Horário pra Ballet, futebol, línguas, instrumentos…  Horário para comer, assistir o seu desenho, brincar… Não permite que ela explore o seu lado criativo, não permite que ela desenvolva a autonomia e decida suas próprias questões. Esse tipo de estímulo não permite ainda, que a criança pense na ação que está realizando. Não quero dizer aqui que a criança deva ser totalmente livre!!! A criança precisa de uma rotina que seja equilibrada, que a permita respirar, pausar, e fazer algo que queira por conta própria em algum momento do dia.

Crianças entupidas de afazeres tendem a não aprenderem que o mundo não pode ser controlado. O controle rigidamente imposto faz com que cresçam assim: controladoras e ansiosas: nos seus relacionamentos e na vida.

Mas e aí? Como conseguir o equilíbrio dos afazeres e ao mesmo tempo estimular a autonomia e a coragem da criança? Sempre colocando em pauta a sua opinião antes de simplesmente dizer o que ela deve ou não fazer. Assim, exercitamos o pensamento, a opinião e a segurança da criança em fazer algo que ela realmente tenha vontade e tenha coragem de se expor. No caso de crianças muito apegadas e inseguras, deve ser discutido os prós e contras daquela atividade e entender o porquê dela não querer realiza-la, já que isso provavelmente indica uma área que pode ser melhor desenvolvida, sempre com cuidado.

Yohana Souza. CRP 08/24188

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