Fome ou Compulsão?

Comer é prazer, mas quando existe perda de controle, estamos falando de um distúrbio compulsivo: compulsão alimentar.

Comer muito é diferente de ter uma compulsão. Quando se tem um desejo especifico em um determinado dia, estamos falando de vontade. Por mais que você coma muito aquele alimento que tanto desejou, uma hora vai se sentir saciado.  Isso não ocorre na compulsão: Não há limite, não há saciedade. Muitas das pessoas acometidas pelo transtorno chegam ao estado do vômito por não se sentirem estufadas ou cheias. O transtorno ainda  é caracterizado por comer muito rapidamente em grandes quantidades (grandes mesmo), e é acompanhado por uma tristeza logo após a refeição.

A compulsividade, apesar de vir de uma pequena parcela de predisposição genética, está ligada a fatores psicológicos.

Pessoas frustradas,

Autocríticas,

e com alto grau de perfeccionismo

são as que mais estão propensas a desenvolver algum tipo de compulsão. Alimentos ricos em gorduras são geralmente os alvos preferidos do cérebro, justamente por enviarem uma resposta prazerosa mais rápida ao organismo.

Puxando o gancho, pessoas com essa característica tendem a desenvolver ansiedade e depressão. As vezes, já se tem uma ansiedade instalada antes de serem observados os sintomas da compulsão. Em outras, a depressão é a consequência de um ganho de peso por conta do comer demais.  Os transtornos psicológicos tendem a conversarem entre si: Um sintoma acaba puxando o outro e a suscetibilidade a alguma dessas condições acaba sendo maior.

*Não confundir esse transtorno com bulimia nervosa, onde o vomitar propositalmente muda o diagnóstico, o tratamento e a gravidade do caso.

O tratamento mais indicado é multiprofissional: Acompanhamento nutricional e psicológico. Caso o auxilio não seja suficiente, existem medicações que podem ser utilizadas.

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